Regressar ao sonho antigo? Lutar? Ou aceitar a derrota, e continuar? Como me rendo a esse tempo perdido? A esse tempo que tudo me deu, e tudo me roubou... Não sei, mas na dúvida me detenho, em cada dia que passa implacável... Talvez tenha sido eu quem se perdeu... Naquilo que então era o essencial. Saudades desse viver ao sabor das vontades. Dessa confiança na sorte. Desse desprezo pela morte... Dessa criança, para quem tudo era simples. E simplesmente, possível... E agora? O que mudou? Porque pesa o relógio da vida? Porque se afasta o tempo de mim, sem parar? Porque me recuso a voltar? Ainda é cedo... Será cansaço? Ou talvez medo... Pura irresponsabilidade, esta de ficar sem saber onde. Este não fazer caso da infantil fantasia. Este ir dançando a contragosto. Este viver sem escolher, e este escolher não viver. E de assim, errantemente, ir esperando um futuro...
"Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens."
"Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens."
