terça-feira, 16 de agosto de 2011

Adeus

O que restou foi aquele silêncio,
Precipitado em chuva fina de sal
Um ar mórbido e esquisito, bocas semi- abertas,
Olhares esfumaçados, constrangedores...
Tudo que devia ser dito, o foi.
A verdade em porções bem servidas.
Soco no fígado sem questionamentos.
Ele olhou pra mim trêmulo, palavras embaçadas e nossa música nunca mais tocou...
- Então é o fim?  Ele disse...
- SIM. Respondi meio ressabiada...
-Foi bom ter te conhecido... Desculpe alguma coisa...
-Ah... Ta, disse melindrada...
-Você vai se arrepender... Até logo despeito...
-Quem sabe, resmunguei . Até algum dia ironia...